UNIFIO realizou evento sobre o Dia da Luta Antimanicomial no Brasil

Evento teve a participação dos Cursos de Direito, Engenharia Civil, Farmácia e Psicologia

O Centro Universitário de Ourinhos – UNIFIO realizou, no dia 18 de maio, um grande evento acadêmico com a proposta principal de falar sobre a Luta Antimanicomial no Brasil – por uma sociedade sem manicômios e que cuida do sofrimento psíquico em liberdade – e debater o tema: “Higienismo Social, medicalização e patologização da vida: como pensar a saúde mental na contemporaneidade?”

A organização do evento foi resultado de esforço comum dos Cursos de Psicologia, Direito, Farmácia e Engenharia Cívil, coordenados, respectivamente, pelos professores Felipe Ferreira Pinto, Fernando Quinteiro, Cristiane Guarido e Daniel Traglia. A temática, inerente a toda e qualquer área do conhecimento, possibilitou reafirmar a aproximação e a integração das áreas do saber no espaço da Universidade que estão dedicadas, principalmente, a produzir melhorias na qualidade de vida da comunidade externa propondo e incentivando, em especial, discussões que tenham como projeto ético e político, a defesa da vida e a construção coletiva de uma saúde mental como um direito de todas(os).

A mesa redonda multidisciplinar, comandada pelo coordenador do Curso de Psicologia professor Felipe Ferreira Pinto, teve a participação dos professores Angélica Rodrigues Alves (Direito), Bárbara Sinibaldi (Psicologia) e Paulo Roque Obreli Neto (Farmácia).

Segundo o coordenador do Curso de Psicologia professor Felipe Ferreira, “a construção da ação reafirma, neste sentido, a necessidade identificada pelos cursos envolvidos, para que juntos possamos relembrar o quanto as práticas manicomiais direcionadas ao cuidado das pessoas em sofrimento psíquico devem ser abandonadas, pois entendemos que saúde não é um bem a ser comercializado e a loucura não é algo que precisa ser trancado e estigmatizado”.

De acordo com o professor Felipe, “a preocupação acerca do tema da luta antimanicomial no Brasil, como uma discussão inerente a formação dos discentes no âmbito da UNIFIO, significa, dentre outras questões, que em todo 18 de maio diversos setores da sociedade civil organizada, tanto nos espaços de controle social, quantos dos movimentos sociais a favor da saúde como um direito de todos, lembrem o quanto podemos fazer a diferença na vida dos sujeitos, a partir de uma escuta qualificada, do uso adequado de medicamentos, da garantia do direito de existir no campo da justiça e, por fim, que toda e qualquer construção de um espaço físico precisa ser visto como mais uma ação de garantia de direitos, arquitetada e edificada como uma engenheira que pensa os mínimos detalhes daquilo que se efetiva e se defende, sobremaneira,  no campo das relações sociais do cotidiano”.

E ressalta “ou seja, escutar, medicar, dar acesso jurídico só podem fazer morada e se experenciar nas relações se o espaço físico propiciar, igualmente, na sua edificação, diálogo e construção coletiva das formas de convívio”. “Portanto, a discussão no espaço acadêmico e voltada para os discentes de todos os cursos da UNIFIO, se preocupa com a formação de profissionais conscientes da responsabilidade que carregam quando assumem um lugar social da profissão escolhida, pois é a partir desta prática que eles irão  pensar como nosso projeto de sociedade precisa, necessariamente, rever suas práticas cotidianas voltadas ao cuidado das pessoas na sociedade contemporânea e olhar para as possibilidades de construir um mundo que seja mais igualitário, menos desigual e que tenha como direcionamento a defesa das formas de cuidado, que sejam humanizadas, éticas e de responsabilidade de todos”.

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